sexta-feira, 7 de junho de 2013

A PROFISSÃO MILITAR





"Senhor, umas casas existem, no vosso reino onde homens vivem em comum, comendo do mesmo alimento, dormindo em leitos iguais. De manhã, a um toque de corneta, se levantam para obedecer. De noite, a outro toque de corneta, se deitam obedecendo. Da vontade fizeram renúncia como da vida.
Seu nome é sacrifício. Por ofício desprezam a morte e o sofrimento físico. Seus pecados mesmo são generosos, facilmente esplêndidos. A beleza de suas ações é tão grande que os poetas não se cansam de a celebrar. Quando eles passam juntos, fazendo barulho, os corações mais cansados sentem estremecer alguma coisa dentro de si. A gente conhece-os por militares...
Corações mesquinhos lançam-lhes em rosto o pão que comem; como se os cobres do pré pudessem pagar a liberdade e a vida. Publicistas de vista curta acham-nos caros demais, como se alguma coisa houvesse mais cara que a servidão.
Eles, porém, calados, continuam guardando a Nação do estrangeiro e de si mesma. Pelo preço de sua sujeição, eles compram a liberdade para todos e os defendem da invasão estranha e do jugo das paixões. Se a força das coisas os impede agora de fazer em rigor tudo isto, algum dia o fizeram, algum dia o farão. E, desde hoje, é como se o fizessem.
Porque, por definição, o homem da guerra é nobre. E quando ele se põe em marcha, à sua esquerda vai coragem, e à sua direita a disciplina".
 (MONIZ BARRETO - Carta a El-Rei de Portugal, 1893).


Meu olhar





Sinto alegria no pensar;
Sinto alegria no falar;
 Principalmente no simples,
E pequeno ato de olhar

Mas não apenas olhar,
E sim, fazer os olhos falarem,
Olhar para o mundo,
E perceber os detalhes apenas ao olhar.

Olhando para cima,
 Vejo o universo junto à via láctea,
Olhando para baixo,
Vejo a terra com sua beleza terna.

Olhar para trás e ver o que passei,
Olhar para frente e ver os horizontes,
Olhar para minha vida no presente,
E ver construções de novas pontes.

Mas no olhar há um defeito,
 O qual não posso negar,
Meus olhos me entregam e falam,
O que não teria coragem de falar.

A sociedade me segura,
E impede meu caminhar,
Mas apenas um caminho ninguém impedira,
 Pois apenas no olhar tudo posso alcançar.


 Autor(a): Mayne França para G.V.





segunda-feira, 25 de março de 2013

Tenho Fome






Tenho fome de justiça,
De dizer não á violência,
E saciar-me é não precisar
De polícia.

Tenho fome pela fome
Que atinge milhares
Abandonados pela sorte
E as encontro fortes
Por viverem á espera
Das migalhas.

FARINHA E ÁGUA NÃO SÃO
COMIDA DE CRIANÇA!

Tenho fome de liberdade
Para os povos envolvidos
Em guerras que explodem
E matam sem piedade.

PAZ!

Tenho fome de calor,
Um cobertor não esquenta
A madrugada dos seres
Humanos habitantes das
Calçadas.

Tenho fome por não encontrar
A saída, pois sozinha e indefesa,
Sou como os velhinhos nas ruas
Trabalhando sem descanso e sem
Aposentadoria.

Tenho fome porque sou uma voz
Na multidão,
Ecoando perdida, e sei que
Jamais serei ouvida.


(Autor Desconhecido)


domingo, 1 de julho de 2012

Dia 2 de julho Dia do Bombeiro Militar

Ontem, enquanto vi uma criança brincar, mergulhado em seu sonho de criança de que um dia virá a ser bombeiro trilhando os mesmos caminhos de seu pai, viajei nas lembranças das agruras e alegrias da vida de um bombeiro.
Para ostentar essa farda é preciso ter muito mais do que só sonhos, é preciso coragem para ir onde ninguém quer ir, para por em risco a vida por pessoas que nunca se viu, é preciso sangue-frio para manchar a farda com sangue das mesmas pessoas que ontem criticavam suas ações e zelar por sua vida como sendo a mais importante de todas, é preciso saber que a mesma mão ensangüentada que se estende em busca de socorro, dificilmente virá a estender-se de novo em sinal de agradecimento.
Para ser bombeiro, não se pode gostar de natal, nem de páscoa, de ano novo ou de carnaval, porque enquanto o mundo festeja, os seus olhos precisam permanecer atentos e a alma pronta sempre velando pela segurança daqueles que estão sob suas asas.
É preciso ter paciência e saber que a prevenção é sempre mais eficiente e embora as estatísticas não registrem incêndios e acidentes que não ocorrem, se aprende somente com o passar dos anos, que não há nem uma glória em combater um incêndio que poderia ter sido evitado.
Para ser bombeiro o corpo precisa saber que não há diferença entre a madrugada fria, ou o verão quente, entre a água e o fogo, todos se igualam ao som das sirenes.
Para ser bombeiro, tem que gostar de química, entender um pouco de física, gostar de caminhões, entender como funciona o corpo humano, saber conversar com o fogo e com a água, mas principalmente tem que gostar de gente, saber que nem todas as estrelas do céu valem uma vida humana e para salvá-la, tudo o que se tem será posto a disposição, inclusive a vida do bombeiro.
Para ser bombeiro, é preciso saber que não se vai ficar rico, que vai se trabalhar muito, que os fracassos serão fantasmas que vão os perseguir por toda a existência e o sucesso são nuvens que se dissipam com o anoitecer.
Para ser bombeiro é preciso ser abnegado, um apaixonado por aquilo que faz, porque dentre os milhares de bombeiros que já conheceu, jamais viu algum, que tenha, mesmo que por um minuto só, se arrependido da opção que fez.

A todos vocês bombeiros, parabéns pela opção que fizeram.
E aqui eu deixo... A minha singela homenagem,
a estes anjos, de muita bravura e coragem!
Que Deus abençoe a todos vocês!!!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Saxofone



Quando te ouço soar lágrimas expressa um sentimento sincero,
Vindo diretamente do coração,
Molhando meu rosto e depois caindo ao chão.

Nesse momento as lágrimas me mostram ser tarde demais,
Pra aprender a tocar suavemente,
E nos meus ouvidos uma sinfonia tocar.

Que sinfonia é essa que alegra meu coração?
Quando fica em minha frente meus olhos brilham com tanta emoção.

Para que tantos segredos? Vou revelar meu grande amor,
 Quando chega aos meus ouvidos com seu doce e suave som,
Ele é o saxofone, meu grande e eterno amor.

Autor (a): Mayne França